"O que me preocupa não é o grito dos maus.É o silêncio dos bons" Luther King

quarta-feira, 1 de abril de 2015

1º de Abril

Faz um ano...
Que achei que tivesse lido o livro errado.
Mas o errado, não estava errado.
A verdade, é que podemos construir a verdade,
assim, como a mentira.
Criticaram os sofistas por usar sua arte para construções que não levam a verdade , mas a vida não seria um grande palco de construções, onde a minha realidade talvez não seja real?
É bem provável que eu viva numa irrealidade.
Ah, mas como eu amo a irrealidade construída, já disse um poeta, que o amor salva, eu acredito.

O Poder da Pluma

O poder da pluma pode levar as alturas ou levar a sucumbir qualquer um ao inferno de Dante.
Onde iremos empregá-lo? No bem não reconhecido ou no mal cheio de adulações e ilusões bem pagas?
É melhor, pois, aprender a suportar tudo e ter a cabeça no reino das nuvens. Essa têm sido a escolha que faço a anos, não se vender, apesar de se pagar um preço alto por isso e ganhar um mundo que não têm preço.
Cultivar as virtudes e desenvolver algo melhor para o mundo dos homens, mesmo que a maioria não saiba que a mudança de uma alma eleve o resto, mesmo que isso passe desapercebido e esquecido. O esquecimento, na verdade, é um bem que poucos sabem apreciar.
As vezes a pluma se faz melhor quando nada escreve, quando tudo fica no mundo das ideias e do espírito, nos dias de hoje se muitos soubessem disso, nos pouparíamos de muito e perderíamos muito também. Então, qual a solução ou dissolução?

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O Zênite

No zênite do dia, coisas incríveis acontecem na parte velha e suja da cidade.
Em uma parada, onde os ônibus se esqueceram de passar, uma observadora olha os eventos ao seu redor. As prostitutas lá na esquina, mendingos dormindo embaixo de papelões velhos, dentro do prédio os executivos e vendedores em frente querendo ganhar mais um dia, ela pensa, mas prefere não revelar seus pensamentos, pois, lhe vêm algo amargo lá no fundo do coração quando retorna a eles.
Olhe, lá é a Faculdade de São Francisco, de lá deve sair os representantes da justiça.
No entanto, lá na frente há uma senhora com uma corcunda anormal, saída do livro O Corcunda de Notre-Dame e por um instante, alguém parece querer lhe assaltar, um homem sujo e descalço lhe aborda, isso parece inacreditável, quem teria essa coragem?
Mas olhe mais uma vez, olhe profundamente, descobrirá que ela está tirando uma bolsinha bem antiga do fundo de sua bolsa, de dentro dessa bolsa tira todas as suas moedas, não é muito mas é tudo o que têm e dá a esse jovem homem que para muitos é apenas mais um vagabundo que poderia estar trabalhando pela lógica do sistema, por um instante, não se sabe de quem se têm mais pena se do homem ou da velha corcunda que retém olhares por onde passa; ao mesmo tempo passa entre ambos uma luz,aquela concedida por um amor profundo que nada pede para dar, a caridade, a solidariedade reside ainda onde ninguém quer enxergar, na invisibilidade dos mundo social.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Flor de Lótus

Eu cigana.
Ouvindo as mais belas melodias,
Viajando pelo mundo
dos sonhos, do amor e da imaginação.
A felicidade está aqui,
Não precisamos esperar para dançar ,
nem para descobrir que no ser reside beleza.

domingo, 19 de outubro de 2014

Um homem no Jazigo



Em diversas culturas o culto a morte é algo sagrado, no mundo greco-romano parava-se guerras para celebrar os mortos; podemos dizer que no Brasil também, apesar de o período de luto ser um tanto breve na maioria das vezes.
Ouvi uma conversa a algum tempo onde diziam que um mendingo vivia dentro de uma casinha do cemitério da consolação e não havia medo nesse homem, posso ouvir seus passos andando como uma alma penada durante a noite, tantas almas lá dentro mas elas não assombram nem atacam aos bons, quem faz isso são os vivos.
Onde estão às flores? Elas já não estão mais lá.
Foram levadas por ladrões de cemitério. As flores que cheiram a morte, assim, como a vida têm duração breve e logo voltam para alimentar a terra.
Na passagem para a vida adulta relembro do girassol que ficou em um tempo tão distante. Quando era criança cuidava deles num pequeno jardim da minha casa, depois nunca mais quis vê-los porque viraram lembranças tristes, mas agora tudo virou melancolia e tristeza boa.

O girassol girou meu sol.

Penso que nossa relação com a terra mesmo em vida deveria ser mais intensa, pois, é uma parte de nós. Não ficaria triste ou com raiva se alguém morasse futuramente na minha morada da morte, ocupar a não-vida e observar diariamente o que não se sucede sucedendo é para os corajosos, essa é uma das qualidades admiráveis em um homem que se preze.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Um "homem da multidão" encontrado morto no Crusp


Não acreditei! Era aquele homem barbudo que cheirava mal e que tinha olhos bondosos. Gostava dele sinceramente. Todas as vezes me cumprimentava com um aperto de mão e as vezes um beijo no rosto. Não era louco, um homem lúcido desgastado pelo tempo. Nunca conversei muito mas sabia que era uma pessoa boa e agora ele está lá embaixo de alguma coisa cinza, para os policiais apenas mais um indigente morreu perto do Uspão, de desgaste físico ou qualquer outra coisa. Não importa, o IML leva depois.
Um dia esse homem que está ali foi um aluno da USP e será eternamente, a figura que por algum motivo não "deu certo na vida", apesar de não saber bem o que é dar certo na vida mas é assim que eles falam e pensam, a sociedade renegou como a outros.
Como gostaria que as coisas fossem diferentes até mesmo para os que querem não participar minimamente do mundo capitalista, para os que não querem contribuir para a miséria humana. Porque é isso na verdade, para sobreviver as vezes é preciso não estar sóbrio e alguns preferem não estar sempre.
Sinto um profundo pesar, apesar de lembrar da ideia "acostuma-te que vai morrer!". A chuva e o vento frio o levou desse plano.Queria deixar registrado ao menos uma homenagem, vou lembrar eternamente com bons olhos. Fique com o universo, de volta ao cosmo, como Padre Antônio Vieira disse um dia, Pulvis é e Pulvis voltará a ser.
‪#‎AdeusProfeta‬!

domingo, 27 de julho de 2014

Uma pequena história


Há muitos anos, muitos anos atrás, faz tanto tempo que hoje as pessoas quase nem lembram mais. Surgiu na história um homenzinho baixinho mas com ideias audaciosas e delirantes pregando o nacionalismo e por mais absurdo que parecesse, logo conseguiu diversos adeptos, quando piscou os olhos uma nação inteira estava atrás de si e caindo em um erro que ficou marcado como Holocausto e que dizimou parte da população judaica, cigana, homossexuais e todos os homens de coragem que fossem contra suas palavras e que dizimaria muito mais se prosseguisse. Para que isso ocorresse, homens o apoiaram e levaram a doutrina que ficou conhecida como Nazismo e que mais tarde em julgamentos o mundo inteiro se perguntava: Mas como isso pode acontecer? Será possível tamanha desumanização do homem?É Isto um Homem?
Depois de tamanha tragédia, o governo criou um órgão com a intenção de proteger os homens de se destruírem, propondo inclusive A Paz, defendendo o direito da vida.
Depois dessa pequena história o que fazer para compensar aqueles que perderam tanto? Discutiram, discutiram e discutiram. Lembraram que no Oriente Médio e das antigas histórias bíblicas, existia sim, uma Terra para aquele povo que vagava sem Terra, apesar de ela ser ocupada a mais de 2000 anos por um outro povo.
O que fazer então? Remarcar territórios? Seria mais fácil resolver o problema imediatamente.
Logo, a solução dada foi criar uma outra doutrina um pouco mais mascarada, criou-se então o Sionismo que conseguiu o Tio Sam como apoiador, o povo que estava destruído pela guerra mudou-se imediatamente para essa terra prometida e para governantes como o pequeno homenzinho do início da história a destruição era a solução ,era preciso começar, então inventaram muros, começaram a controlar água, alimentos, remédios, hospitais e com o tempo conseguem o seu objetivo de destruir os que ali moravam, mas se eles se revoltassem o que aconteceriam? Aprenderam que existia uma mídia inteira que poderia ser comprada e que o dinheiro têm valor para calar até os seus e inverter o sentido do rio chamado história.